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NO BRASIL, EMPRESAS DE CONFECTIONERY SE ENGAJAM NA LUTA CONTRA COVID-19

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Coronavírus provoca um realinhamento de mercado e prioridades do setor no país

 

As indústrias de confectionery do Brasil estão colocando em prática iniciativas solidárias para apoiar as pessoas afetadas pela pandemia de coronavirus no país. Entre as medidas adotadas estão a doação de produtos, como ovos de Páscoa, e de dinheiro para compra de equipamento médico, além de garantia de emprego para funcionários. As empresas também vêm adotando providências para garantir o abastecimento de chocolates, balas e snacks ao mercado interno e exportações nesse período de crise.

 

“A prioridade da indústria é a segurança e a saúde da população. É o momento de as empresas colocarem em prática os valores humanos das organizações, e cresce o número de associados que estão adotando medidas solidárias que beneficiam o coletivo”, diz Ubiracy Fonsêca, presidente da ABICAB (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas).

 

Iniciativas solidárias

A fabricante de chocolate Cacau Show doou R$ 1 milhão para a compra de respiradores pelo governo do Estado de São Paulo, e entrou para o grupo de grandes empresas a contribuir para a aquisição de equipamentos essenciais para atendimento de pessoas contaminadas pelo coronavirus.  Do ponto de vista do negócio, a empresa focou nas entregas em domicílio para manter uma curva de vendas nesse momento.

 

Outra fabricante de chocolates, a Brasil Cacau se uniu a hospitais de São Paulo, sede da empresa, para encorajar a doação de sangue e apoiar os profissionais de saúde. Para isso, a empresa presenteou com ovos de chocolate as primeiras duas mil pessoas que doaram sangue na Santa Casa, um dos hospitais de São Paulo. Também doou 8 mil ovos de páscoa para funcionários de saúde do Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde fica a sede da Brasil Cacau.

 

Já a Nestlé do Brasil decidiu, no dia 26/03, suspender a demissão de seus funcionários, mantendo o pagamento integral dos salários. Além disso, a empresa comunicou que trabalha com parceiros do varejo para evitar que a cadeia de distribuição seja afetada pela Covid-19.

E a Hershey’s do Brasil seguiu a orientação global da empresa e retirou de circulação todas as suas propagandas que mostram interação humana com contato físico, a fim de apoiar as campanhas institucionais de isolamento e distanciamento social.

 

Garantia de abastecimento

 

O setor também está passando por um realinhamento para garantir abastecimento e ampliar opções de comércio para minimizar o impacto do retraimento do consumo. As determinações de isolamento social feitas por governadores dos estados e prefeitos no país começaram no dia 24 de março em estados que representam mercados significativos para a indústria de confectionery, inclusive no Rio e São Paulo. Essas medidas frearam uma série de iniciativas, eventos e lançamentos programados pelas empresas para a Páscoa, alta temporada para comércio de ovos e chocolates.

 

A prioridade da indústria é a segurança e a saúde da população, mas isso deve ser feito de forma a evitar qualquer problema de abastecimento, na avaliação do presidente da ABICAB.

 

“Canais de varejo importantes para a data foram mantidos, empresas estão permanentemente trabalhando com pontos de venda para garantir a organização e disponibilidade dos produtos, além de fortalecer os serviços de atendimento via internet e delivery como alternativas aos consumidores”, afirma Fonsêca. “Em situações de crise como esta, sem precedentes, cresce a criatividade de empresas comprometidas com o mercado, acionistas, funcionários e consumidores”, acrescenta ele.

 

 

SOBRE A  ABICAB – A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas – ABICAB foi fundada em 1957 e representa os principais fabricantes do país junto às esferas pública e privada, no Brasil. A indústria brasileira nestes setores fatura cerca de R$ 26,4 bilhões e gera mais de 42 mil empregos diretos. A entidade, que representa atualmente 92% do mercado de chocolates, 93% do mercado de balas e confeitos e 62% do mercado de amendoim, tem como objetivo central desenvolver, proteger e promover as indústrias associadas, estimulando ações para o fomento dos mercados interno e externo nestes setores, bem como o consumo responsável dos produtos.

 

SOBRE A APEX-BRASIL – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.